Polícia Civil conclui inquérito sobre ataque a salão de festas de vereador e indicia seis pessoas em Santa Maria

Polícia Civil conclui inquérito sobre ataque a salão de festas de vereador e indicia seis pessoas em Santa Maria

Foto: Rian Lacerda (Diário)

Após o incêndio, diversos freezers do estabelecimentos sofreram danos e marcas de disparos de arma de fogo ficaram pelo local.

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura o ataque com incêndio criminoso e disparos de arma de fogo contra o salão de festas Rancho do Baile, localizado às margens da VRS-516, na localidade de Santo Antão, em Santa Maria. O ataque ocorreu na noite de 26 de outubro de 2025 e teve como alvo o estabelecimento pertencente ao vereador Tony Oliveira (Podemos). 

Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por envolvimento nos crimes. Os suspeitos têm entre 20 e 50 anos. O motivo da ação seria uma disputa comercial entre o salão de festas do vereador e outro salão de eventos. 

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De acordo com a Polícia Civil, quatro envolvidos –  de 20, 37, 38 e 50 anos – foram indiciados pelos crimes de incêndio criminoso, associação criminosa qualificada e disparo de arma de fogo. Já um homem de 41 anos responde por receptação, incêndio, associação criminosa qualificada, disparo de arma de fogo e porte de arma de fogo de uso restrito. A mulher, também de 41 anos, foi indiciada por receptação e porte de arma de fogo de uso restrito.


Investigação e Operação Fire

A elucidação do caso ocorreu a partir da deflagração da Operação Fire, coordenada pela delegada Alessandra Padula, da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Maria. A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão nos bairros Caturrita e Itararé, além de prisões preventivas e em flagrante.

No dia 4 de janeiro, durante a primeira ação da equipe de investigação da Polícia Civil, foram cumpridas três prisões preventivas, além de mandados de busca que resultaram na apreensão de celulares e armasTambém houve a prisão em flagrante do casal – o homem e a mulher de 41 anos –, que estava em posse de duas pistolas calibre 9mm, uma delas com numeração raspada e outra com registro de furto, além de munições do mesmo calibre.


No dia 4 de janeiro foram cumpridas três prisões preventivas, além de mandados de busca que resultaram na apreensão de celulares e armas de fogo. Nesta ação um dos presos, de 41 anos, é apontado como mandante do atentado e responsável por fornecer as armas, o veículo e os galões de gasolina utilizados na ação criminosa. Foto: Polícia Civil (Divulgação)


As investigações apontaram que o suspeito de 41 anos seria o mandante do atentado e responsável por fornecer as armas, o veículo e os galões de gasolina utilizados na ação criminosa. A mulher dele é proprietária de outro salão de festas e, conforme apurado, vinha sofrendo prejuízos, o que teria motivado o ataque por disputa comercial. A polícia teria descartado motivação passional para o crime. 

Durante as fases da Operação Fire, uma nova ação foi realizada no dia 5 de janeiro, quando um jovem de 19 anos também foi preso, sendo este identificado como o autor dos disparos registrados durante o ataque ao rancho de Tony Oliveira.


Ambiente ficou destruído devido ao fogo que se espalhou rapidamente pelo local. Foto: Rian Lacerda (Diário)


Relembre o caso

O ataque ocorreu na noite de 26 de outubro de 2025, por volta das 21h15min, às margens da VRS-516, na localidade de Santo Antão, em Santa Maria. Criminosos invadiram o salão de festas, efetuaram disparos de arma de fogo e atearam fogo em diferentes pontos do prédio.

Imagens obtidas pela Polícia Civil mostravam o momento em que o grupo põe fogo no local, enquanto um deles realiza os disparos. Apesar dos danos significativos à estrutura — principalmente em áreas de madeira e equipamentos —, ninguém ficou ferido.


​Imagens obtidas pela Polícia Civil mostravam o momento em que os suspeitos incendeiam o estabelecimento.


Funcionários relataram que este teria sido o terceiro ataque ao estabelecimento, o que reforçou a linha investigativa de retaliação e concorrência entre casas de eventos.


Encaminhamento ao Ministério Público

Com a conclusão do inquérito, realizado pelo delegado Gabriel Zanella, o material foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as provas reunidas e decidir sobre o oferecimento de denúncia contra os investigados.  



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